segunda-feira, 22 de junho de 2026

Reabrindo A Tampa Desta Cova No Blogger

 

Arte de Douglas Verden


Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Caveiras, Coveiros e visitantes!

Após três anos, desde que o meu Perfil anterior aqui no Blogger foi bloqueado e todos os meus blogs saíram do ar, retomo a trajetória do Projeto Companhia De Organizadores De Viagens Abissais (C.O.V.A.) nesta Plataforma. Para quem passar por aqui por um acaso e ainda não conhece o trabalho virtual mencionado, o mesmo foi criado no ano de 2009 e é totalmente voltado para o Underground, sem, no entanto, deixar de observar os assuntos do momento que perpassam a existência de todos nós.

Inicialmente, o trabalho do Projeto C.O.V.A. se concentrava em um Fórum hospedado no Forumeiros, sendo posteriormente criado a primeira versão do blog no ano de 2008. Com uma amiga portuguesa, Elektra, eu, o Inominável Ser, fundei este que é um sobrevivente da época do Orkut, do MSN e dos Fóruns, antes que Redes Sociais como Facebook e o então Twitter assassinassem esses ambientes. O tempo mudou, pessoas chegaram e foram embora e apenas eu, desde sempre, insisto na continuidade deste trabalho que já passou também pelo Orkut, Facebook, Twitter, Bluesky, Threads, Reddit, Koo, VK e outras Plataformas que nem existem mais.

Atualmente, ele se concentra nestes espaços:


Publicação no Medium

Perfil no Instagram

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Nesta nova versão do blog aqui no Blogger, eu unirei ao conteúdo os dos meus trabalhos individuais Cova Abismal De Contos Sombrios e Cova Abismal De Poemas Sombrios. Igualmente, o conteúdo publicado no Medium será aqui republicado, além da montagem de um Networking em busca de Parcerias que tenham o mesmo espírito independente desta Cova. Sendo assim, eu dou por iniciada a nova trajetória do Projeto C.O.V.A. aqui no Blogger e concluo esta primeira Postagem do modo mais agradável para mim: com um poema.


Triplo Soneto De Sangue

Vampirella, 2003 ~ Sergey Martyn 


Erguendo as rubras tumbas 
De ruivas almas surdas,
Falando alto nas estruturas
Das frias catacumbas.

Gigante é a fome de sangue
De imortais enxames,
Infame é a sede imponente
Das falanges com sede.

O rubro mar preenche
Predadores lábios
Invariáveis.

O rubro lar pretende
Modelos outros lábios
Invulneráveis.




Tributos são incapazes
De saciar a sede insana,
Desejos tão ferozes
Quanto à certeza profana.

Presentes são pequenos
Para quem é da Eternidade,
O Tempo é um remendo
Para quem não tem uma idade.

Jugulares fazem nascer
Rubros lagos
Invulgares.

Presas fazem ocorrer
Rubros banquetes
Inenarráveis.




A Vampira nada imita
Na natureza de sua tinta,
O Vampiro nada destrói
No acaso do que constrói.

Eles nadam em sangue
Como Deuses Amorais,
Eles são do Sangue
Como Princípios Imorais.

Guardiões da Cova
Pela Senhora De Sombras,
Pela Senhora De Êxtases.

Pilares da Cova
Pela Senhora De Ossos,
A Mãe Dos Coveiros Inomináveis.

Inominável Ser
UM
COVEIRO
INOMINÁVEL





Ao fim deste texto inaugural do novo Projeto C.O.V.A., cadáveres que chegaram até aqui na leitura, aguardo que possam apreciar o conteúdo que ao mesmo alimentará a partir de hoje. Até a próxima Postagem.

Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Caveiras, Coveiros e visitantes!


Inominável Ser

O COVEIRO

ADMINISTRADOR




Ilustrando esta Postagem:


Vampirella por Sergey Martyn