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| Foto de Gage Walker no Unsplash |
Com mil fumaças
de cigarros,
Imortais manobram
as temporais
engrenagens
como quem direciona
o próprio Tecido
da Eternidade.
A Eternidade,
uma Deusa com
Laços Inexplicáveis,
doutrina Imortais
que são banhados
pelo Kosmos,
pelas luas
e pela
Grande Noite
Senhora De Todos
Os Iguais
E Desiguais.
A Grande Noite
abençoa as fumaças
de cigarros imortais,
fumar como se
um amanhã qualquer
serve para ser
degustado como
um banquete
de saborosas
jugulares.
Abrem-se jugulares
ao pôr do sol
nos mundo de baixo
do Kosmos,
quem caça
não tem amor
aos cadáveres,
quem caça vê apenas
o saboroso gado
a ser
degustado.
A Vampira
degusta,
A Vampira
fuma,
Deuses
não salvam
suas vítimas,
Demônios
não se intrometem
em sua
Estrada.
A Vampira
vê na fumaça
de seus cigarros
a Sanguinária Trilha
que já percorreu,
que percorre
e ainda percorrerá
eternamente,
longe do pó,
longe dos empoeirados
e longe de outras
e outros
de sua Espécie.
A Vampira
Que Fuma
Todos Os Cigarros
é como a fumaça
que traga
e expele:
Nasceu
do útero de uma
Vampira em agonia
no ano de 1279
antes do
Vampiro
Crucificado;
viveu
sob catacumbas
de terras & povos
hoje extintos;
e sobreviveu
vendo outras
terras & povos
morrendo,
vendo outras
terras & povos
nascendo;
e trazendo
nas mandíbulas
o sangue de tudo
que é carne mortal
conhecida
e desconhecida.
A Vampira
Que Fuma
Colhe Seus Troféus,
a noite toda
caça,
a noite toda
é uma fumaça,
pois ela é
uma Vampira
Que Fuma
Colhendo Os Seus
Troféus.
Sem disputas,
ela ganha.
Sem rivais,
ela ganha.
Sem inimigos,
ela ganha.
Assim como
este poeta
ganha agora
uma jugular
por ela
estraçalhada…
O poema
se encerra.
O poeta
se esvai.
A Vampira
Que Fuma
declama
com suas
mandíbulas
o poema de
sangue misturado
com fumaça.
Inominável Ser
UMA FUMAÇA
QUE MORRE
NOS BRAÇOS
DE UMA
VAMPIRA
QUE FUMA

